Novo PDR

Dúvidas e discussão sobre Fundos Comunitários disponíveis para apoio aos Agricultores & Jovens Agricultores.

Moderadores: komodro, andreleandro, Caça, Márcia Ferreira

Re: Novo PDR

Mensagempor andreleandro » 02/fev/2016, 23:00

[quote="komodro"]Agora reparem bem na "piada" disto. é considerada pequena agricultura todos os agricultores a titulo principal que facturem até 10.000€\ano. Ou seja, quem factura até 10.000€\ano pode apresentar um projecto de 40.000€ e têm prioridade na apreciação e alocação de verbas. De facto uma medida brilhante, pensada com pés e cabeça.

é bom para o pessoal que quer continuar na sombra. E para alguns projectos da treta de estufas pequenas que despacham tudo pela porta do cavalo e continuam a dar "prejuizo" entre aspas
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 03/fev/2016, 00:26

[quote="komodro"]Confirmado que o montante para a rubrica pequenos investimentos, sobe para 40.000€, mas apenas disponível para a pequena agricultura. Agora reparem bem na "piada" disto. é considerada pequena agricultura todos os agricultores a titulo principal que facturem até 10.000€\ano. Ou seja, quem factura até 10.000€\ano pode apresentar um projecto de 40.000€ e têm prioridade na apreciação e alocação de verbas. De facto uma medida brilhante, pensada com pés e cabeça.

Hoje, aqui na zona foram contratados os primeiros projectos que estavam á espera desde Março\14. Segundo me informaram foram contratados 4 projectos. As outras centenas que estão á espera, continuam á espera.

Apenas a medida "Jovens Agricultores" está a recepcionar candidaturas. Todas as outras em "stand-by", sem a mínima ideia quando possam abrir.


Não é a subida para 40k dos pequenos investimentos que na minha opinião está errado! Pelo contrário!! Ainda bem que há este aumento. Acho os 10k por ano muito reduzido, podiam aumentar este valor.

O problema é o enorme atraso que existe e se se vier a confirmar, um número infindável de propostas que irão cair por terra com muita gente na espectativa de realizar investimentos e de projetos para futuro!

Mas percebo o desânimo do komodro!
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Re: Novo PDR

Mensagempor komodro » 03/fev/2016, 01:56

O que eu critiquei não foi o aumento de 25.000€ para 40.000€( que acho muito positivo), é o facto de essa medida apenas estar disponível para o regime de pequena agricultura, e não para todos, como até aqui estava. Apenas acho que é uma limitação caricata. Por acaso gostava de saber o que o TC têm a dizer sobre isto. Isto para mim é uma medida anti-concorrencial e limita o direito de acesso e igualdade. Tenho sérias dúvidas que nenhuma associação, OP, agrupamento não se mexa e não meta nenhuma providência cautelar.

Além disso, sem querer ofender ninguém, gostava de ver a cara que um gerente bancário perante o pedido de financiamento desta ordem de grandeza. Do género, "então o meu amigo factura 10k€ ano, e agora quer apresentar um investimento de 40k€". É totalmente diferente de alguém que factura 100k€ e querer investir 400k€( que por si só já é rebuscado, mas mesmo assim com mais viabilidade que o 1º caso.)
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Re: Novo PDR

Mensagempor vasco25 » 03/fev/2016, 03:37

VIva

[quote="komodro"]Confirmado que o montante para a rubrica pequenos investimentos, sobe para 40.000€, mas apenas disponível para a pequena agricultura. Agora reparem bem na "piada" disto. é considerada pequena agricultura todos os agricultores a titulo principal que facturem até 10.000€\ano. Ou seja, quem factura até 10.000€\ano pode apresentar um projecto de 40.000€ e têm prioridade na apreciação e alocação de verbas. De facto uma medida brilhante, pensada com pés e cabeça.

Hoje, aqui na zona foram contratados os primeiros projectos que estavam á espera desde Março\14. Segundo me informaram foram contratados 4 projectos. As outras centenas que estão á espera, continuam á espera.

Apenas a medida "Jovens Agricultores" está a recepcionar candidaturas. Todas as outras em "stand-by", sem a mínima ideia quando possam abrir.


Pois eu la para trás já tinha falado nisso mas até falei "Pequeno Agricultor" com facturação de ai 50 mil, agora 10 mil essa não lembra ao diabo, mas se calhar vai cumprir os seus objectivos que é não ter candidaturas, porque acho que em "condições normais" dificilmente alguém que seja agricultor a titulo principal e facture menos de 10 mil euros vá fazer investimentos dessa grandeza, claro que penso que vai existir algumas excepções.

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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 04/fev/2016, 12:05

Quem deve estar a dar voltas na cadeira deve ser o martino :lol: ... começa a ver a vida dele a andar para trás!! $$$
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Re: Novo PDR

Mensagempor komodro » 04/fev/2016, 18:17

Nós a cortar e os Franceses a injectar mais de 800M€ além do orçamentado.

http://www.agroinfo.pt/governo-frances- ... ricultura/

É por estas e por outras que agrícolamente ( e não só)somos o "terceiro mundo" da EU.
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 05/fev/2016, 00:08

Nós somos o País do intermediário... pois é ele que em todos os sectores (não é só agricultura) ganha dinheiro!

Tu semeias batatas e todos os anos vendes ao mesmo intermediário.. este ano tiveste um azar e uma bactéria levou-te toda a produção... tu ficas arder... o intermediário muda de agricultor e mantém o lucro.

Tu produzes roupa e vendes toda a mercadoria a um intermediário ... este ano o intermediário encontrou um fabricante que faz a mesma roupa mas mais barata ... tu ficas a arder pois o intermediário mudou de fornecedor...

And so on.... esta vida não é para os espertos... esta vida é para o intermediário que ganha $$ com o trabalho dos outros :thumbdown:
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 04/mar/2016, 20:44

[quote]Fundos europeus deviam ser melhor aproveitados

Quem o diz é o Tribunal de Contas Europeu num relatório publicado recentemente e em que considera que os fundos europeus podiam ser muito melhor aproveitados ao nível das infraestruturas agrícolas.
Apesar de os recursos tem sido orientados para projetos agrícolas, tais como sistemas de condução de água para irrigação, caminhos rurais e outras infraestruturas, o documento põe em causa a sua aplicação, para que seja melhorada a relação investimento/resultado para o mundo rural.
Além disso, o Tribunal de Contas Europeu realça que as informações, para que se possa aferir do interesse para o mundo rural dos investimentos realizados, são consideradas insuficientes para uma análise concreta.
Assim, os países não têm justificado correctamente o uso destes fundos para a realização das infraestruturas agrícolas.
Esta auditoria, que produziu o relatório, foi realizada em Espanha, na Alemanha, em Itália, na Polónia e na Roménia.
Recorde-se que no último quadro comunitário de apoio 2007-2013, os países utilizaram 13 mil milhões de euros de verbas comunitárias para apoiar grandes projetos de infraestruturas rurais.


Apesar do relatório não ter sido realizado em Portugal não é difícil de adivinhar os resultados que teria por cá!! :(
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 10/mar/2016, 10:29

Governo afasta equipa que gere fundos comunitários da Agricultura

Baixa taxa de execução do Programa de Desenvolvimento Rural 2020 está na origem da decisão. Há 14 mil projectos candidatos à espera de serem analisados.
O Governo decidiu exonerar a equipa que gere os fundos comunitários da Agricultura, na sequência das baixas taxas de execução do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, o quadro comunitário de apoio do sector para o período de 2014 a 2020. O PÚBLICO apurou que o pedido de exoneração foi feito terça-feira e terá efeitos a partir de 22 de Março.
O seu browser não suporta a reprodução de vídeo.
Pub

A saída de Patrícia Cotrim, gestora do PDR2020, e de Alexandra Lopes e Maria Amélia Aragão, ambas gestoras adjuntas, foi confirmada pelo gabinete do ministro da Agricultura, Capoulas Santos. Fonte oficial justificou a decisão com a necessidade de “dar uma nova orientação política ao PDR” e “imprimir uma nova dinâmica, nomeadamente no que diz respeito à contratação e execução das medidas de apoio à agricultura”. O gabinete do ministro não adiantou quem vai substituir as três gestoras.

[quote]De acordo com a informação do ministério, a taxa de execução do programa comunitário foi de 0% em 2014 e de 12% em 2015. A intenção do actual executivo é chegar aos 100% de execução em 2016, ano em que estão em causa 600 milhões de euros. Há actualmente 14 mil candidaturas à espera de serem analisadas e desde 20 de Janeiro o Ministério da Agricultura aprovou 434 projectos, que correspondem a um volume de investimento de 166 milhões de euros. Entre 2014 e 2015 as medidas executadas dirigiam-se apenas aos apoios agro-ambientais e para as zonas desfavorecidas que, no seu conjunto, representam um encargo anual de 45 milhões de euros.

Mais 63 milhões contratados
Esta quinta-feira serão contratados mais 63 milhões de euros de investimento directo na agro-indústria, para transformação e comercialização. A maioria dos projectos está no Norte (21 com um investimento de 19,5 milhões de euros), mas é na região de Lisboa e Vale do Tejo que se concentra o maior volume de investimento: 23 milhões distribuídos por 15 iniciativas.


fonte: http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-exonera-equipa-que-gere-fundos-comunitarios-da-agricultura-1725629
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Re: Novo PDR

Mensagempor komodro » 19/mar/2016, 01:04

«No Verão acaba dinheiro para pagar agricultores»

«Vamos chegar ao Verão e deixará de haver dinheiro no PDR para pagar aos agricultores». A afirmação é de José Diogo Albuquerque, ex-secretário de Estado da Agricultura do ministério liderado pela ex-ministra Assunção Cristas.

A afirmação vem na sequência de declarações do actual ministro da Agricultura Capoulas Santos, feitas ao Público e onde justifica o afastamento da equipa que geria os fundos comunitários da Agricultura.

Sobre a execução do PDR, José Diogo Albuquerque, ex-SEA, diz que nos dois últimos anos se atingiu um recorde em execução, com a execução de dois programas em simultâneo, o anterior quadro, o Proder, e o novo, o PDR. O facto de haver milhares de projectos para analisar resulta da estratégia de ter as medidas abertas em contínuo, permitindo aos agricultores que quisessem, poder começar a investir. Com as medidas fechadas essa possibilidade desaparece.

José Diogo Albuquerque, funcionário da CE, releva o trabalho da Autoridade de Gestão liderada por Patrícia Cotrim que foi recentemente exonerada. Diz que a decisão é da responsabilidade e legitimidade do Ministro. «Entendo que o despedimento dos elementos da Autoridade de Gestão possa ser uma decisão de gestão política. Pode também ter outras razões, porque quer gente da geração do tempo dele, é legítimo e é uma opção que pode tomar. Mas, se a justifica por fraca gestão, tal como está escrito no artigo do jornal o Público, considero uma justificação tecnicamente incorreta».

José Diogo Albuquerque é perentório. Diz que «muito pelo contrário. Se é pela questão técnica, aquela Autoridade de Gestão deveria receber um louvor. Basta recapitular a execução». Refere que a Autoridade de Gestão fez duas coisas fundamentais. A primeira foi quando chegou, em Julho de 2014, garantiu a execução do programa anterior, o Proder. E terminou-a seis meses antes do terminus que era o fim de 2015. Diz que «foram poucos países da União Europeia (UE) que conseguiram isso, pois o PRODER tinha começado atrasado e lentamente. Conseguiu acabar o programa antecipadamente e “esfolar o gato”, ou seja, acabou o programa na parte mais difícil que é quando aparecem os esqueletos dos projectos. Sublinha que num programa de fundos comunitários, o fim é o mais difícil. E isto porque quando os programas estão a acabar é preciso ir verificar o último pedido de apoio a cada exploração, no caso do PRODER eram 37 mil projectos. Além de obrigar a uma logística grande, aqui é quando aparecem as questões de licenciamento, e outras.

O antigo governante sublinha que o Proder acabou mais cedo. Tinha o ano de 2015 e acabou em Junho em vez de acabar em Dezembro, com a maior execução de fundos comunitários de sempre. Em 2014 e 2015 foram pagos 1500 milhões de euros. «E fez-se isso ao mesmo tempo que arrancámos com um programa novo, e contando com as mesmas pessoas. Esta é a diferença que há entre as decisões que tomámos na altura e a óptica do Governo socialista», refere.

«A área socialista, na altura, achava que se devia criar uma Autoridade de Gestão específica para o novo quadro, em simultâneo com a Autoridade de Gestão do Proder, i.e. duplicar estruturas. Nós considerámos que não», adianta. «Considerámos que o mesmo corpo técnico que estava a executar o Proder tinha experiência mais adequada para implementar um novo programa».

Execução recorde em 2015

A partir daqui o ex-governante assinala as incorrecções técnicas que detectou nas declarações do ministro. 2014 foi o ano zero do PDR, «embora não seja totalmente correcta a afirmação porque os primeiros programas a serem aprovados pela Comissão Europeia, foram apenas em Dezembro de 2014, dos quais, note-se, Portugal foi um dos quatro primeiros. Logo este é um ano que não conta, mas ainda assim Portugal conseguiu excepcionalmente pagar algumas medidas o que resultou numa execução de dois por cento e não de zero como é incorrectamente afirmado.

E acrescenta: «Em 2015 Portugal atingiu 14 por cento na execução do PDR. Ora 14 por cento é uma das melhores execuções da União Europeia e numa alegoria simples é o mesmo que dizer que uma bebé com 1 ano tem 75 cm de altura, algo que é óptimo. Não se pode esperar que tenha 1,80 metros! O Proder no seu início tinha menos de metade da execução do PDR. Logo, a meu ver foi uma execução brilhante. Começa com um primeiro ano de 2015 em alta, com 14 por cento, e penso que deverá já estar no top 10 da UE, acima da média da UE. Situação muito inversa do arranque do Proder que foi o último programa da UE a ser aprovado, e com uma execução muito abaixo da média. O Proder só conseguiu alcançar esta meta, a média da UE, em 2012».

Questionado sobre as razões que levaram Capoulas Santos a fazer afirmações negativas sobre a equipa que acompanhava os programas agrícolas, disse que «todos estes episódios de críticas por parte do Ministro Capoulas Santos, veem, a meu ver, desviar as atenções daquilo que será verdadeiramente preocupante em 2016: a alocação de Orçamento de Estado para assegurar a execução do PDR e pagamentos aos agricultores. É que este ano o orçamento para o PDR é menos de metade daquilo que deveria ser. Estão lá 65 milhões de euros. Nós tínhamos previsto 100 milhões de euros, o que tem sido o orçamento de referência dos programas. Ainda íamos aumentar para 140 milhões de euros para conseguir responder também ao aumento das candidaturas às medidas agro-ambientais.

A verdade é que se só estivessem 100 milhões, isso já seria preocupante, mas se só lá estão 65 milhões, isso é muito preocupante. Capoulas Santos já baixou a fasquia ao propor para 2016 um nível de apoio do programa mais baixo que os anos anteriores (propõe 600 milhões de euros enquanto 2015 foi de 700 milhões e 2014 de 800 milhões de euros). Mas mesmo para este nível mais fraco de execução os 65 milhões de euros não chegarão, seriam necessários uns 95 milhões de euros. Tenho notado por parte do sector a preocupação de chegarem ao Verão e deixar de haver pagamentos ao investimento e isso, com este Orçamento de Estado, tão aquém, parece-me uma realidade. Com um Orçamento de Estado destes, o ministro Capoulas Santos começa o ano a “correr atrás do prejuízo”, terá que inevitavelmente procurar transferências de outras fontes ou programas, para evitar uma falha nos pagamentos, coisa a que os agricultores se desabituaram nos últimos anos».

Questionado sobre o tema das candidaturas disse que houve ali uma opção do Governo que foi de abrir as medidas todas em contínuo ao invés de através de concursos espaçados no tempo como tinha o Proder, funcionando a conta-gotas. Neste modelo, e aproveitando as regras comunitárias, permite-se que todas as candidaturas vão entrando e os agricultores possam fazer logo investimentos, sem ter que esperar que aquela candidatura seja previamente aprovada, sendo o financiamento público depois retractivo até à primeira despesa feita depois de entrada a candidatura. «É permitido que o agricultor avance com a candidatura, e mesmo que esta seja só aprovada passados seis meses, pode começar logo a investir à sua responsabilidade, repito, independentemente da candidatura ser aprovada daqui a 1 mês ou 1 ano. Ou seja, o agricultor pode ir avançando com o projecto, pode ir investindo por sua conta. Mas para isso, têm de estar as candidaturas abertas».

Outra vantagem de ter as candidaturas abertas, prende-se com o andamento do programa. Em Novembro último estariam no PDR cerca de 11.800 candidaturas submetidas e cerca de cinco mil analisadas. «A meu ver é uma vantagem, não um retrocesso. No caso do PRODER se se comparar Novembro de 2008, que foi o primeiro ano deste programa, comparado com Novembro de 2015 que foi praticamente o 1.º ano do PDR, no Proder estavam 2700 candidaturas submetidas, já no primeiro ano do PDR estavam 11.800. Isso mostra a adesão do PDR.

Conclui lançando um alerta: «Se este Governo para as candidaturas e deixa de receber candidaturas vai acontecer que iremos chegar a 2018, altura em que existe uma revisão feita pela Comissão Europeia, que se chama Reserva de Eficiência que vai verificar a performance da execução dos programas. E, se Portugal estiver abaixo dos objectivos é-lhes cortado seis por cento do Programa, que é à volta de 215 milhões de euros. Há um perigo em travar as candidaturas agora».

O Proder fechou com 37 mil candidaturas, mas teve 60 mil candidaturas submetidas, sendo que uma parte foram candidaturas reprovadas e outra desistidas. «O que é preciso é deixar correr o programa em vez de parar». «O PDR é como o Titanic. Se se trava agora a velocidade, pode se fazer uma travagem irreversível, o que resultará em sub-execuções e menos dinheiro para o sector e para a economia. O sector tem estado a crescer, a investir, o programa tem estado a executar e aquilo que se deve fazer é executar o mais possível. Se se travar essa execução por falta de Orçamento de Estado, e por hesitações, voltaremos aos tempos iniciais do Proder».

Questionado sobre as razões e o impacto do Ministério das Finanças ter cortado dinheiro à Agricultura, frisou: «O que se sente do sector é estupefação e incompreensão. Não se estava à que, com um ministro de peso na agricultura, aparecesse um orçamento tão fraco. Direi mesmo que é o pior dos últimos seis anos. Se a razão, foi repetir para o orçamento de 2016 o mesmo de 2015, então isso foi um erro crasso, porque o ano de 2015 foi um ano à parte, em que houve um envelope de 500 milhões de euros de dinheiros comunitários, que não tinha que ter cofinanciamento nacional). Já neste ano de 2016 teríamos de ter voltado ao mesmo valor dos anos anteriores que era, no mínimo, 100 milhões de euros. Isso era, aliás, o que estava previsto no Documento de Estratégia Orçamental.

Depois ainda seria necessário um aumento para fazer face à forte adesão as medidas Agro-ambientais. Estava previsto aumentar os 100 milhões para 140 milhões de euros. Um OE tão baixo para o PDR é pode ser um problema. Os agricultores ficam na dúvida, hesitam se devem investir ou não investir. Essas hesitações têm um impacto direto no programa e, consequentemente, na economia. Esta Autoridade de Gestão estava a conseguir manter a confiança. Os pagamentos estavam a ser feitos de uma forma regular, os processos estavam a andar, a análise das candidaturas estava a aumentar gradualmente, como é normal. A máquina estava a andar de uma forma progressiva. Estas hesitações vão levar a uma travagem deste ciclo positivo. E, claro, terá um impacto directo nas respostas em termos de exportações e no défice da balança comercial. Nunca mais se ouviu falar em autossuficiência em valor». Concluiu afirmando que o PDR é um importante motor da nossa agricultura porque os fundos comunitários estão por detrás do investimento na nossa agricultura.

Esta nova realidade é tanto mais grave quando falamos de um Governo PS que assumiu estar na altura, e haver condições, para acabar a austeridade, logo, se há dinheiro para tudo o resto, uma redução da orçamentação para a agricultura representa uma clara falta de prioridade por parte deste Governo para um sector que tanto contribuiu para a economia nacional nos últimos anos.

Source: http://www.oje.pt/no-verao-acaba-dinhei ... icultores/
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 19/mar/2016, 13:33

[quote="komodro"]«No Verão acaba dinheiro para pagar agricultores»

«Vamos chegar ao Verão e deixará de haver dinheiro no PDR para pagar aos agricultores». A afirmação é de José Diogo Albuquerque, ex-secretário de Estado da Agricultura do ministério liderado pela ex-ministra Assunção Cristas.

A afirmação vem na sequência de declarações do actual ministro da Agricultura Capoulas Santos, feitas ao Público e onde justifica o afastamento da equipa que geria os fundos comunitários da Agricultura.

Sobre a execução do PDR, José Diogo Albuquerque, ex-SEA, diz que nos dois últimos anos se atingiu um recorde em execução, com a execução de dois programas em simultâneo, o anterior quadro, o Proder, e o novo, o PDR. O facto de haver milhares de projectos para analisar resulta da estratégia de ter as medidas abertas em contínuo, permitindo aos agricultores que quisessem, poder começar a investir. Com as medidas fechadas essa possibilidade desaparece.


Se isto for mesmo verdade tem de haver consequências! Quer para o atual governo quer para o anterior... são todos responsáveis!
1 - Se não há dinheiro temos de pedir justificações ao anterior
2 - Se há dinheiro para onde está a ir - justificações ao atual

[quote]Execução recorde em 2015

A partir daqui o ex-governante assinala as incorrecções técnicas que detectou nas declarações do ministro. 2014 foi o ano zero do PDR, «embora não seja totalmente correcta a afirmação porque os primeiros programas a serem aprovados pela Comissão Europeia, foram apenas em Dezembro de 2014, dos quais, note-se, Portugal foi um dos quatro primeiros. Logo este é um ano que não conta, mas ainda assim Portugal conseguiu excepcionalmente pagar algumas medidas o que resultou numa execução de dois por cento e não de zero como é incorrectamente afirmado.

E acrescenta: «Em 2015 Portugal atingiu 14 por cento na execução do PDR. Ora 14 por cento é uma das melhores execuções da União Europeia e numa alegoria simples é o mesmo que dizer que uma bebé com 1 ano tem 75 cm de altura, algo que é óptimo. Não se pode esperar que tenha 1,80 metros! O Proder no seu início tinha menos de metade da execução do PDR. Logo, a meu ver foi uma execução brilhante. Começa com um primeiro ano de 2015 em alta, com 14 por cento, e penso que deverá já estar no top 10 da UE, acima da média da UE. Situação muito inversa do arranque do Proder que foi o último programa da UE a ser aprovado, e com uma execução muito abaixo da média. O Proder só conseguiu alcançar esta meta, a média da UE, em 2012».


Se calhar está aqui a razão pela qual não sobrou dinheiro! Gastaram o dinheiro todo até às eleições em busca de voto e depois lança-se a notícia como um "feito" ou uma brilhante atuação jamais feito por outro governo... é preciso ter algum sentido crítico quando se lêem notícias destas.

Na minha opinião ficam claramente duas ideias:
1 - o anterior geriu muito mal os fundos motivado pela proximidade de eleições
2 - o atual é incompetente pois denota claramente que quer desviar os fundos ainda disponiveis para outros "fins" que só ele e o seu governo sabem

Enfim... temos os políticos que merecemos! Há imagem do povo que temos.
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Re: Novo PDR

Mensagempor AlvaroAmorim » 20/mar/2016, 15:54

O Anterior, fez uma execução de 14%, apesar de aparentemente ser uma boa execução, não é de longe nem de perto uma execução de 100% para ter gasto todo o dinheiro... este governo está a gerir, pelo menos 84% do bolo...
O que está em causa, como é explicado, é a baixa ornamentação do nosso país. O país tem que contribuir com uma percentagem. Ora o que o sr. Acima diz, é que para não acabar o dinheiro, ou seja, para Portugal poder reclamar a parte da UE, teria que pelo menos disponibilizar 100 milhões de euros, mas o que está orçamentado são 65 milhões.
E depois, há a questão da prioridade dos projectos. Já se percebeu que o ministro quer dar prioridade ao Alqueva, mas como não deve haver projectos dos amigos para lá enterrar os €€€, vai mudar as regras, para os poder contemplar.
É claro que é uma decisão política, não técnica, mas é mais justo os projectos serem avaliados e decididos por ordem de chegada. Acabando a verba, deram de apreciar e dizem acabou. Quem os mete, já sabe disso. Agora, um projecto de pequenos frutos que está a para ser apreciado, ser posto de lado, só porque o ministro decidiu que a prioridade são forragem, e que acabou de meter o projecto vê-o aprovado... É uma enorme injustiça.
Podemos criticar o anterior governo por muitas coisas, mas julgo que nesta área esteve bem. Nem me parece que estejam aqui os votos necessários para decidir alguma coisa... Era mais frutuoso aumentar o RSI!
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Re: Novo PDR

Mensagempor komodro » 20/mar/2016, 18:12

No meu entender estão a fazer várias interpretações erradas.
Se acham que 14% de execução é mau, na minha opinião só se pode apelidar de má-fé e falta de discernimento. Então no primeiro ano do quadro executar-se 14% acham mau? Sabem qual foi a execução do PRODER no 1ºano? e no 2º ano? não chegou aos 14%. Os dois anos juntos.

Priorizar os investimentos no Alqueva por causa dos amigos? Hum, deve ser por isso que os projectos de pequenos investimentos( os tais que subiram para 40.000€) ficaram acessíveis apenas e só a pequena agricultura.

Já disse por diversas vezes a minha opinião, o mal é que ficámos mal habituados, tivemos um ministério que finalmente ouviu e preocupou-se com a agricultura de uma maneira geral. Agora, voltámos aos "bons velhos tempos", estão-se todos a borrifar para nós.

Se soubessem a barraca que o Sr. Capoula Santos deu há poucos dias numa reunião com empresários agrícolas( numa unidade hoteleira, aqui no sul)... nem os números do PDR sabia. Mais grave, meteu os pés pelas mãos a falar das AA. Quando se apercebeu que não estava a falar com os caciques do costume, inventou uma desculpa esfarrada, saiu á pressa nem boa tarde disse a ninguém.
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 21/mar/2016, 13:36

[quote="komodro"]
Se soubessem a barraca que o Sr. Capoula Santos deu há poucos dias numa reunião com empresários agrícolas( numa unidade hoteleira, aqui no sul)... nem os números do PDR sabia. Mais grave, meteu os pés pelas mãos a falar das AA. Quando se apercebeu que não estava a falar com os caciques do costume, inventou uma desculpa esfarrada, saiu á pressa nem boa tarde disse a ninguém.


:wtf: .... :lol:

Expliquem-me uma coisa, 14% é muito bom e foi por isso que esvaziaram os cofres? Ou seja, agora não há dinheiro? :roll:
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Re: Novo PDR

Mensagempor komodro » 21/mar/2016, 15:54

14% é muito bom, bem acima da média europeia.
Isso de "esvaziar os cofres" merece ser bem escalpelizado; quando é negociado um quadro comunitário, são negociados X milhões de Euros para aplicar num período de referência Y, aplicando as medidas Z. Ora sobre essa dotação orçamental X implica haver uma componente nacional( 15%, 20%, 25% etc). Ou seja, por exemplo, para cada 100€ de subvenção, Bruxelas "envia" 85€ e Portugal "mete" os restantes 15€.
O problema disto tudo são as desorçamentações. Se no passado havia 100M€ para gastar nesta componente nacional, neste ano vai apenas haver 65M€. Logo por esse motivo não está a haver aprovações de projectos de investimento, simplesmente porque não há capacidade financeira orçamental( ou foi desviada para outro lado) para satisfazer esta rubrica da componente nacional. Se não há componente nacional, não há componente exterior( Bruxelas).
Pegando ainda no tema "14%", se dividirem os seis anos do PDR(2014-2020), dá uma média aritmética de 16,67% ao ano, ou seja, ainda abaixo do que seria uma velocidade equitativa de cruzeiro.

Esta é a pura das verdades, perguntem a quem estiver minimamente dentro disto e isto tudo será confirmado.
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Re: Novo PDR

Mensagempor vasco25 » 21/mar/2016, 22:07

Cumps

[quote="pedro"][quote="komodro"]
Se soubessem a barraca que o Sr. Capoula Santos deu há poucos dias numa reunião com empresários agrícolas( numa unidade hoteleira, aqui no sul)... nem os números do PDR sabia. Mais grave, meteu os pés pelas mãos a falar das AA. Quando se apercebeu que não estava a falar com os caciques do costume, inventou uma desculpa esfarrada, saiu á pressa nem boa tarde disse a ninguém.


:wtf: .... :lol:

Expliquem-me uma coisa, 14% é muito bom e foi por isso que esvaziaram os cofres? Ou seja, agora não há dinheiro? :roll:


É algo parecido resta só um pequeno pormenor é que havia se não estou em erro cerca de 500€ milhões que se podiam gastar só de Bruxelas sem existir componente Nacional, e advinha lá o que é que aconteceu, esses foram os milhões que foram executados, o Capoulas contava que ficassem alguns desses milhões por gastar, o governo anterior como calculava que ia levar o chuto aproveitou logo para os esturrar todos e quem viesse a seguir que se desemmerdase.

Porque se esses milhões fossem divididos por 3 ou 4 anos, a componente Nacional não era preciso ser tão elevada todos os anos.
O que ia dar uma ajuda este ano é eventualmente os 65€ milhões até seriam suficientes.
Agora este ano não estou mesmo a ver que vá existir qualquer aumento no orçamento, o PS esta mais interessado em devolver regalias aos funcionários públicos e a caçar votos.
Agora resta esperar pelo próximo ano e esperar que eles melhoram a dotação orçamental e que o projectos não sejam chumbados só porque sim.

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Re: Novo PDR

Mensagempor AlvaroAmorim » 21/mar/2016, 22:26

[quote="vasco25"]Cumps

Agora este ano não estou mesmo a ver que vá existir qualquer aumento no orçamento, o PS esta mais interessado em devolver regalias aos funcionários públicos e a caçar votos.
Agora resta esperar pelo próximo ano e esperar que eles melhoram a dotação orçamental e que o projectos não sejam chumbados só porque sim.

Cumps


A questão das regalias dos funcionários públicos, tem que ser visto com algum cuidado... Sou professor (FP) e tenho um projecto de investimento.
As regalias repostas, foram sobretudo para os funcionários públicos que ganham muito e para os reformados com reformas elevadas... Para terem uma ideia, uma grande parte dos professores, ganha 1500€, ou seja, não ganha grande coisa com a reposição dos cortes. Também, a maior parte dos funcionários, de câmaras, registos, etc, deve ganhar menos que isso.
A questão da reposição dos salários, foi mais uma treta, em que de facto quem mais ganha é quem mais beneficia. O curioso, é que depois, utilizaram esse argumento para acabarem com o coeficiente dos dependentes no IRS.
Penso que esta questão das regalias, é mais uma forma de dividir para reinar e por funcionários públicos contra o sector privado!
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 22/mar/2016, 12:58

[quote="vasco25"]Cumps

[quote="pedro"][quote="komodro"]
Se soubessem a barraca que o Sr. Capoula Santos deu há poucos dias numa reunião com empresários agrícolas( numa unidade hoteleira, aqui no sul)... nem os números do PDR sabia. Mais grave, meteu os pés pelas mãos a falar das AA. Quando se apercebeu que não estava a falar com os caciques do costume, inventou uma desculpa esfarrada, saiu á pressa nem boa tarde disse a ninguém.


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É algo parecido resta só um pequeno pormenor é que havia se não estou em erro cerca de 500€ milhões que se podiam gastar só de Bruxelas sem existir componente Nacional, e advinha lá o que é que aconteceu, esses foram os milhões que foram executados, o Capoulas contava que ficassem alguns desses milhões por gastar, o governo anterior como calculava que ia levar o chuto aproveitou logo para os esturrar todos e quem viesse a seguir que se desemmerdase.

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Pois eu tenho essa ideia também.. sobre o Capoulas estamos falados nem é preciso dizer nada no entanto creio que 50% da responsabilidade ainda vem da execução anterior! Até que me mostrem o contrário e aí mudo de opinião :)
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Re: Novo PDR

Mensagempor pedro » 22/mar/2016, 13:02

[quote="AlvaroAmorim"][quote="vasco25"]Cumps

Agora este ano não estou mesmo a ver que vá existir qualquer aumento no orçamento, o PS esta mais interessado em devolver regalias aos funcionários públicos e a caçar votos.
Agora resta esperar pelo próximo ano e esperar que eles melhoram a dotação orçamental e que o projectos não sejam chumbados só porque sim.

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A questão das regalias dos funcionários públicos, tem que ser visto com algum cuidado... Sou professor (FP) e tenho um projecto de investimento.
As regalias repostas, foram sobretudo para os funcionários públicos que ganham muito e para os reformados com reformas elevadas... Para terem uma ideia, uma grande parte dos professores, ganha 1500€, ou seja, não ganha grande coisa com a reposição dos cortes. Também, a maior parte dos funcionários, de câmaras, registos, etc, deve ganhar menos que isso.
A questão da reposição dos salários, foi mais uma treta, em que de facto quem mais ganha é quem mais beneficia. O curioso, é que depois, utilizaram esse argumento para acabarem com o coeficiente dos dependentes no IRS.
Penso que esta questão das regalias, é mais uma forma de dividir para reinar e por funcionários públicos contra o sector privado!


Existe de facto na sociedade uma opinião muito negativa (e compreensível) sobre a Função Pública que depois sempre que se toma uma medida errada na agricultura.. no IVA .. nos impostos sobre a gasolina.. os culpados são os funcionários... e nunca os (des)governos que puseram este País de tanga!

É pena na FPública não se pagar melhor! Era preciso pagar mais e melhor e as entradas serem de facto justas para termos os melhores e mais competentes a servir-nos no dia-adia! Isso sim seria serviço público!
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Re: Novo PDR

Mensagempor komodro » 19/abr/2016, 14:17

Mais umas coisinhas que soube hoje:
- Não cabimentação\liquidação de facturas com a desculpa" não temos plataforma digital que nos permita validar documentos" - dixit;

- Cortes( na ordem dos 30%-40%) em projectos já aprovados com a desculpa de aplicação de leis com efeitos retroactivos, ou seja, projectos que foram submetidos por exemplo em Abril de 2015, e diferimentos com os tais mencionados "haircuts" de 30 a 40% com base em leis publicadas em Novembro, Dezembro de 2015. Situações totalmente ilegais, mas que infelizmente estão a acontecer.

E depois sou eu que tenho uma embirração com o Capoula... :mrgreen:
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